O que todo cirurgião-dentista deve considerar ao prescrever medicamentos a pacientes com doença hepática aguda ou crônica em fase terminal

  • BRUNA MARA RUAS
  • LIA SILVA CASTILHO
  • MARIA ELISA SILVA
  • RODRIGO RICHARD SILVEIRA
  • MAURO HENRIQUE ABREU
Palavras-chave: Transplante de fígado. Saúde bucal. Antibióticos. Anti-inflamatórios não esteroides.

Resumo

O cirurgião-dentista deve estar familiarizado com a prescrição de medicamentos a pacientes na fase pré-transplante hepático e deve utilizar aqueles que são mais bem tolerados e provocam menores prejuízos ao fígado cirrótico. Esta é uma revisão narrativa da literatura na qual foi realizada uma busca em diversas bases bibliográficas de 2003 a 2015. Os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) devem ser evitados em pacientes nas fases pré-transplante hepático. É relativamente segura a indicação de acetaminofeno (paracetamol) 2 gramas por dia e da dipironaem curtos períodos de tempo. Dentre os antibióticos, as penicilinas e as cefalosporinas são bem toleradas em pacientes com doença hepática em fase terminal. Não há consenso na literatura no que diz respeito à profilaxia antimicrobiana a esses pacientes. O ácido clavulânico é hepatotóxico e não deve ser prescrito em associação com a amoxicilina. Considerando que não há como determinar com exatidão as dosagens ideais de cada medicamento para determinado paciente, a melhor escolha é prescrever medicamentos quando houver real necessidade. Estudos de utilização de medicamentos nesses pacientes merecem avanços, a fim de se propiciar um atendimento de qualidade e com menor risco de agravamento de seu quadro de saúde.

Publicado
2018-10-04
Como Citar
RUAS, B., CASTILHO, L., SILVA, M., SILVEIRA, R., & ABREU, M. (2018). O que todo cirurgião-dentista deve considerar ao prescrever medicamentos a pacientes com doença hepática aguda ou crônica em fase terminal. REVISTA DO CROMG, 16(1). Recuperado de http://revista.cromg.org.br/index.php/rcromg/article/view/40
Seção
Artigos