Toxina Botulínica além da estética

o estado da arte no tratamento da dor miofascial

  • ROBERTA DRUMOND FONSECA
  • PATRICIA CAMELO SANCHES
  • ROBERTO BRIGIDO PEDRAS
  • EDUARDO JANUZZI CAMPOS
  • CAMILA ALMEIDA LEITE
Palavras-chave: Dor facial. Toxinas botulínicas tipo A. Síndrome da disfunção da articulação temporomandibular.

Resumo

A utilização da toxina botulínica do tipo A, proteína catalisadora derivada da bactéria Clostridium botulinum, em procedimentos odontológicos coloca em pauta sua efetividade no tratamento da dor miofascial dos músculos mastigatórios, considerando seu poder terapêutico e a redução na contração muscular e na dor. O objetivo deste artigo é relatar o estado da arte da utilização da toxina botulínica no tratamento da dor miofascial.  A revisão da literatura demonstrou que, dentre as distintas técnicas indicadas para o tratamento da dor miofascial mastigatória, a toxina botulínica do tipo A pode ser uma alternativa terapêutica em casos que não respondem ao tratamento conservador (pacientes refratários), respeitando o método, a dosagem e a frequência correta da injeção nos pontos gatilhos miofasciais para obtenção de um tratamento mais bem-sucedido em pacientes refratários. No entanto, apesar de alguns trabalhos demonstrarem a efetividade da técnica no controle da dor, ainda não há evidências científicas consistentes e irrefutáveis com relação à segurança e à efetividade de sua utilização.

Publicado
2017-12-12
Como Citar
FONSECA, R., SANCHES, P., PEDRAS, R., CAMPOS, E., & LEITE, C. (2017). Toxina Botulínica além da estética. REVISTA DO CROMG, 15(2). Recuperado de http://revista.cromg.org.br/index.php/rcromg/article/view/53
Seção
Artigos