Resina composta z350 modificada com nanopartículas

Autores

  • Héllen Paloma Teixeira UFVJM
  • Adriana da Silva Torres
  • João Vinícios Wirbitzki da Silveira
  • Moisés de Matos Torres
  • Cintia Tereza Pimenta de Araújo
  • Rodrigo Galo Department of Dental Materials and Prothesis, Faculty of Dentistry of Ribeirão Preto, University of São Paulo, Brazil. SCImago image
  • Simone Gomes Dias de Oliveira Department of Dentistry, Faculty of Biological and Health Sciences, Federal University of Jequitinhonha and Mucuri Valleys; Diamantina-Minas Gerais, Brazil. SCImago image

DOI:

https://doi.org/10.61217/rcromg.v22.503

Palavras-chave:

bicho da seda, nanopartícula, resina composta, restauração dentária

Resumo

Introdução/Justificativa: As resinas compostas configuram-se no mercado de produtos odontológicos como um material restaurador direto de características clínicas satisfatórias e de uso universal, em dentes anteriores e posteriores. Ao longo dos anos, vem ocorrendo grandes melhorias nas suas propriedades, como modificações de superfície, tamanho, distribuição e morfologia de partículas. Porém, alguns problemas clínicos ainda persistem, como por exemplo, a fratura do dente/restauração necessitando de mais pesquisas para melhorar suas propriedades mecânicas.  A seda do bicho da seda Bombyx mori, é um polímero proteico que apresenta várias propriedades favoráveis como, uma alta resistência e tenacidade mecânica, além de ser biocompatível, ser um produto natural e de fácil aquisição. Objetivos: Avaliar o desempenho mecânico da resina composta Z350 modificada com nanopartículas de sedas do bicho da seda Bombyx mori para uso odontológico. Métodos: As nanopartículas de seda foram confeccionadas a partir de reagentes químicos miscíveis em água. Foram pesadas e adicionadas a resina composta Z350, misturando-se manualmente até se obter perfeita homogeneização. Quatro grupos experimentais com resina composta Z350 foram preparados: G0%) somente a resina (grupo controle); G1%) Acréscimo de 1% de nanopartículas de seda; G3%) Acréscimo de 3% de nanopartículas e G5%) Acréscimo de 5% de nanopartículas. Os corpos de prova foram armazenados a uma temperatura de 37 ºC em água destilada, durante 24 horas antes da realização do teste. Foram realizados a caracterização das nanopartículas através da microscopia eletrônica de varredura, espectroscopia de energia dispersiva de raios-X, difração de raios-X, além de testes mecânicos, como os testes de resistência a flexão de três pontos (n = 10) amostras de (2 X 2 X 25 mm) foram realizados em uma máquina de ensaio universal seguindo as recomendações da ISO 4049, avaliação da microdureza superficial de Knoop (N = 5) amostras de resina de cada grupo, sendo 4mm de diâmetro e 2mm de altura, foram realizadas 5 medições de microdureza em cada porção, superior e inferior utilizando um microdurômetro, sob uma carga de 50g por 30s, e rugosidade Superficial (N=10) amostras, com 5 mm de diâmetro e 2 mm de altura. A rugosidade média da superfície (Ra) e o desvio padrão do perfil de rugosidade (Rq) foram medidos usando um testador de rugosidade de superfície e obtidas três medições paralelas em diferentes locais. Resultados: Na microscopia eletrônica de varredura observou-se partículas em tamanhos nanométricos em formatos de esferas. Foram encontrados na amostra de nanopartículas, uma maior quantidade de Carbono, seguido pelo nitrogênio e pelo oxigênio. Na difração de raios X houve um pico proeminente na região 20 ° e está associado à formação de cristais do polímero da seda estudado. Nos testes de resistência à flexão de três pontos o grupo controle apresentou melhores resultados (G0%= 113,33 ± 23,73 MPa) que os demais grupos estudados. O maior módulo flexural foi apresentado pelos grupos (G3% = 29150,95 ± 5191,15) e (G5% = 34101,62 ± 7940,79) que foram estatisticamente semelhantes. O teste de microdureza superficial de Knoop mostrou diferença estatística apenas dentro do grupo G 3% entre o topo (80,78 ± 3,00) e a base (68,8 ± 3,62), não havendo diferença estatística entre grupos. O teste de rugosidade superficial mostrou não haver diferença estatística entre os grupos. Conclusão: A incorporação de nanopartículas de seda reduziu a resistência à flexão da resina composta Z350. A rugosidade superficial não apresentou alterações em nenhum dos grupos estudados bem como nos resultados entre grupos da microdureza superficial.

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Publicado

2024-02-22

Como Citar

Paloma Teixeira, H., Torres, A. da S., Silveira, J. V. W. da, Torres, M. de M., Araújo, C. T. P. de, Rodrigo Galo, & Simone Gomes Dias de Oliveira. (2024). Resina composta z350 modificada com nanopartículas. REVISTA DO CROMG, 22(Supl.4). https://doi.org/10.61217/rcromg.v22.503