Clareamento supervisionado em associação à microabrasão na remoção de manchas brancas
relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.61217/rcromg.v22.476Palavras-chave:
clareamento dental, esmalte dentário, manchas brancas, microabrasãoResumo
Introdução: o padrão estético do sorriso está comumente associado à forma, alinhamento e cor dos substratos dentários. Em se tratando da tonalidade dos dentes, tem-se os fatores extrínsecos e intrínsecos podem levar à alteração de cor. Os manchamentos extrínsecos ocorrem por agentes pigmentantes externos que atuam na superfície dentária, a exemplo do tabagismo, bem como a ingestão de chá, café e vinho. Em contraste, as manchas intrínsecas são originadas por defeitos na fase de mineralização dos substratos dentários como é o caso da fluorose dentária, da amelogênese imperfeita e da hipoplasia do esmalte; as tonalidades destas manchas podem variar de branco opacas até acastanhadas. Estes defeitos estruturais resultam numa região mais porosa e, em casos mais severos ocorre até perda de substrato. Diante destes casos clínicos, a odontologia restauradora dispõe de diversos tratamentos a fim de minimizar ou eliminar estas alterações. Dentre eles, destacam-se a microabrasão e o clareamento dentário. A microabrasão pode ser considerada como uma das técnicas mais conservadoras, devido à fácil aplicabilidade, segurança para os tecidos periodontais e mínimo desgaste do substrato dentário. Além disso, essa técnica é altamente eficaz na remoção de irregularidades e manchamentos intrínsecos superficiais do esmalte, porém em manchas mais profundas a microabrasão promove uma ligeira redução. Sendo assim, o clareamento dentário é uma alternativa coadjuvante neste processo, uma vez que minimiza o contraste entre áreas de esmalte hígido e acometido pelas manchas, fazendo com que estas regiões sejam camufladas, obtendo-se um aspecto mais uniformizado da superfície dentária. O clareamento dentário pode ser realizado por meio da utilização de peróxido de carbamida ou peróxido de hidrogênio em diferentes concentrações. De maneira geral, os agentes clareadores promovem a oxidação das duplas ligações de pigmentos orgânicos (cromóforos), transformando-os em estruturas moleculares mais simples, o que gera o efeito de clareamento no substrato denário. Em adição, é um procedimento conservador e seguro, especialmente quando da utilização de peróxidos à base de carbamida. O objetivo deste trabalho foi relatar o caso clínico de uma paciente com manchas brancas intrínsecas, sugestivas de fluorose em associação com hipoplasia. Descrição do caso: Paciente L.D.M., 25 anos, sexo feminino, procurou a clínica integrada de odontologia da UFVJM (Diamantina-MG), queixando-se de manchas brancas nos dentes 14 e 24, que afetavam a estética do seu sorriso. O tratamento proposto foi a associação da microabrasão ao clareamento dental supervisionado. A técnica microabrasiva foi realizada com produto à base de ácido clorídrico a 6,6% em associação à macroabrasão do esmalte, utilizando-se ponta diamantada de granulação ultra-fina. Na sequência, foi realizado o clareamento supervisionado com peróxido de carbamida a 10% ao longo de 3 semanas. Resultados: observou-se que as manchas mais superficiais foram totalmente removidas no processo de microabrasão, entretanto, em relação as manchas mais profundas, houve uma suavização destas, especialmente após a associação com o clareamento supervisionado. Em linhas gerais, houve uma melhora considerável das manchas dentárias, bem como, alteração do croma de A3 para A1. Conclusão: a associação da técnica de microabrasão com o clareamento supervisionado foi eficiente na eliminação das manchas superficiais e contribuiu para a suavização daquelas mais profundas, de forma minimamente invasiva.
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