Profundidade de polimerização para um compósito “bulk fill”

Autores

  • Yure Gonçalves Gusmão Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri
  • Patrícia Ribeiro Antunes FACULDADES UNIDAS DO NORTE DE MINAS
  • Silvério de Almeida Souza Torres FACULDADES UNIDAS DO NORTE DE MINAS
  • Marco Túllio Becheleni UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI
  • Dhelfeson Willya Douglas-de-Oliveira

DOI:

https://doi.org/10.61217/rcromg.v22.482

Palavras-chave:

Resinas Bulk-Fill, microdureza Knoop, polimerização, compósitos

Resumo

Introdução: A contração de polimerização é umas das principais desvantagens das resinas compostas e essa falha acontece devido à ruptura da interface adesiva. Isso ocorre quando os monômeros da resina se aproximam formando ligações covalentes e com isso, há uma redução de volume, causando uma contração volumétrica.Com o intuito de diminuir essa  desvantagem, foram desenvolvidas as resinas Bulk Fill  de incremento único até 4-5 mm sem que haja efeitos adversos na contração de polimerização .Logo, possibilitando um menor tempo de preparo, tal como uma maior facilidade na manipulação do próprio material restaurador; o que pode proporcionar a melhoria do atendimento em pacientes não cooperantes, além de apresentar uma maior profundidade de polimerização, principalmente em cavidades mais profundas em dentes posteriores e com contração de polimerização inferior quando comparado com os compósitos convencionais. Para que o cirurgião dentista sinta-se confiante e confortável em substituir uma técnica tradicional utilizada por muitos anos, para a técnica de incremento único, estudos laboratoriais devem ser realizados para comparação do grau de conversão, e características da reação de polimerização em diferentes profundidades de restauração que simulem o cenário clínico. Objetivo: Avaliar a microdureza (Knoop) em relação à profundidade para um compósito “Bulk Fill”. Metodologia: O fator em estudo foi a profundidade de polimerização em quatro níveis (2, 3, 4 e 5 mm). As unidades experimentais foram corpos de prova (n=10) confeccionados em resina composta Opus Bulk Fill/ FGM ( Joinvile, Santa Catarina) (OBKF) cor A2 (LOT 270317). Os testes de microdureza Knoop foram determinada em um microdurômetro (HMV-2, SHIMADZU Co.,Kyoto, Japão).Foram confeccionados dez corpos de prova (n=10) para cada fator em estudo (quatro profundidades) a partir de uma matriz proposta por DENIS (2007) com algumas modificações. A matriz de DENIS consiste em uma unidade cilíndrica de teflon, com uma perfuração central também cilíndrica de 5 mm de diâmetro e 4 milímetros de profundidade, sendo seccionada transversalmente a cada milímetro. Para confecção dos corpos de prova, o cilindro central foi posicionado em uma placa de vidro, com o seu principal orifício sobre uma lamínula de vidro de 0,1 mm. Os corpos de prova foram removidos da matriz de nylon, identificados (base e topo) divididos em grupos de 2,3,4 e 5 milímetros. Posteriormente, foram armazenados em estufa a 37°c, sob ausência de umidade e luz, por um período de 7 dias. Após sete dias de armazenamento cinco endentações distintas foram realizadas na base dos 40 corpos de prova sob uma carga de 50 gf durante 50 segundos. Os resultados foram analisados com auxílio do software GraphPad Prism 8.0.2. O teste de normalidade foi realizado com o Teste de Shapiro-Wilk.  Como os dados, foram normalmente distribuídos, a análise de variância unidirecional (p < 0,05) com pós teste de Tukey. Resultados: Diferentes médias de microdureza (mm) da resina Opus Bulk Fill variou entre 52,70 ± 2,09 a 60,22 ± 3,04. As diferenças significativas (p <0.0001) foram observadas em comparação das medidas 2, 3 e 4 mm em relação a 5 mm.Conclusão: A resina Opus Bulkfill testada pode ser usada com segurança até 4 mm, e sua microdureza reduziu com o aumento da profundidade de polimerização, especificamente na profundidade de 5mm quando comparado com 2,3,4 mm.

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Publicado

2024-02-22

Como Citar

Gonçalves Gusmão, Y., Ribeiro Antunes , P., de Almeida Souza Torres, S., Becheleni, M. T., & Douglas-de-Oliveira, D. W. (2024). Profundidade de polimerização para um compósito “bulk fill”. REVISTA DO CROMG, 22(Supl.4). https://doi.org/10.61217/rcromg.v22.482