Análise da viabilidade celular de sistemas adesivos comerciais modificados com dimetilsulfoxido
DOI:
https://doi.org/10.61217/rcromg.v22.492Palavras-chave:
dimetil sulfóxido, adesivos dentinários, citocinasResumo
Introdução/Justificativa: A busca por agentes de união que proporcionem adequado selamento da interface dente/ restauração continua sendo um desafio para pesquisadores e fabricantes odontológicos. O dimetilsulfóxido (DMSO) é uma molécula polifuncional amplamente utilizada pela farmacologia e recentemente introduzida como potencial solvente na odontologia adesiva (Tjäderhane et al., 2013; Stape et al., 2015). Devido a suas propriedades de atuar como um solvente polar completamente miscível em água (Zimmerley et al., 2009; Ekambaram, 2015; Mehtälä, 2017), o DMSO tem sido incorporado na formulação dos sistemas adesivos. Objetivo: A proposta deste trabalho foi verificar, a toxicidade de sistemas adesivos convencionais modificados com DMSO, por meio da avaliação da viabilidade celular e da inibição da produção de citocinas. O adesivo comercial Adper Single Bond 2 foi utilizado para a modificação por meio da incorporação de 3 concentrações (1,25; 2,5 e 5 % v/v) de DMSO. Após homogeneização, foram confeccionados corpos de prova em forma de palitos (1x2x8mm) com o auxílio de uma matriz de silicone. Culturas de células de linfócitos humanos (CLH) foram confeccionadas a partir da separação de sangue total de voluntários. As culturas experimentais (n=5) foram C1: CLH; C2: CLH em contato direto com palitos de adesivo; C3: CLH em contato direto com palitos de adesivo modificados com DMSO 1,25% v/v; C4: CLH em contato direto com palitos de adesivo modificados com DMSO 2,5% v/v; C5: CLH em contato direto com palitos de adesivo modificados com DMSO 5% v/v. Para as análises biológicas os corpos de prova foram colocados em contato direto com a cultura celular de linfócitos (24 horas). Para análises de citocinas, culturas não estimuladas (NC) e culturas estimuladas com Miristato Acetato de Forbol (PMA), ionomicina e brefeldina-A (n = 3) foram permeabilizadas e incubadas com anticorpos monoclonais conjugados com fluorocromos específicos para citocinas IFN-γ (mab-IFN-γ-PE-Cy7) e TNF-α (mab-TNF-α-PE). A expressão de citocinas foi avaliada para grupos NC e estimulados com PMA, bem como para grupos estimulados e em contato com DMSO a 1,25, 2,5 e 5% v/v e culturas em contato direto com amostras de Adper Single Bond 2 (SB), SB 1,25, SB 2,5 e SB 5. A viabilidade celular foi analisada pelo método de exclusão de azul de tripam enquanto que a inibição da produção de citocinas foi avaliada por citometria de fluxo e estatisticamente analisada (n=3; teste de Kruskal-Wallis). Resultados: Os resultados demonstraram que não houve diferença estatística significante (One way anova, post hoc de Tukey) para os valores encontrados de percentual de células vivas entre a cultura controle C1 (98% ± 0,82) e os grupos C2, C3, C4 (p<0,05). A modificação de adesivos com o solvente não causou morte celular de linfócitos, do sistema imune humano, in vitro de forma diferente quando comparadas ao grupo controle para o sistema Single Bond Adper. Não foram observadas diferenças significativas na redução da expressão de TN–α e IFN-γ quando comparados aos demais grupos, embora os valores absolutos sugerem uma redução da expressão de citocina pró-inflamatória TNF. Conclusão: Conclui-se, portanto, que o DMSO nas concentrações de 1,25; 2,5 e 5 % v/v se mostrou adequado para manutenção de linfócitos viáveis para o sistema Adper Single Bond modificado, e não modificou a expressão das citocinas estudadas.
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