Elásticos Ortodônticos Intermaxilares – Revisão Integrativa de Literatura

Autores

  • Maria Rita Lima Lopes UFVJM
  • Edwin Cardoso Neves UFVJM
  • Letícia Morena Carvalho de Almeida UFVJM
  • Rafaela Calixto Vieira Praes
  • Valéria Medeiros Claudino UFVJM https://orcid.org/0009-0003-2191-4047
  • Adriano Almeida Rodrigues Faculdade de Sete Lagoas - Facsete
  • Thiago Fonseca Silva UFVJM

DOI:

https://doi.org/10.61217/rcromg.v22.532

Palavras-chave:

ortodontia, elásticos ortodônticos intermaxilares

Resumo

Introdução: Na Ortodontia, como em todos os outros ramos da ciência, as técnicas ortodônticas vêm recebendo melhorias e se aperfeiçoando com a introdução de dispositivos que possibilitem uma melhor condução do tratamento e obtenção de um resultado cada vez mais satisfatório. Os elásticos usados na Ortodontia têm como precursores a borracha, que foi inicialmente descoberta e utilizada há séculos pelas antigas civilizações Incas e Maias, e que sofreram modificações para melhorar suas propriedades tais como o processo de vulcanização dando mais elasticidade e estabilidade térmica. Atualmente, encontram-se disponíveis no mercado os elásticos de borracha e os sintéticos que foram desenvolvidos para os pacientes que apresentam alergia ao látex. Ambos são utilizados para auxílio na oclusão e são popularmente conhecidos como elásticos intermaxilares. São auxiliares na correção de problemas anteroposteriores (horizontal) do tipo classe I, II e III. Correções verticais para classes I, II e III, e mordida aberta. E por fim, para utilizações transversais, na incidência de mordidas cruzadas, nivelamento da curva de Spee e correção de linha média. Compreende quase 90% da utilização durante o tratamento ortodôntico e não apresenta diferenças significativas em relação ao gênero e sua necessidade. De acordo com o seu diâmetro interno, os elásticos podem ser classificados em 6 Tipos: 1/8” ( 3,18mm); 3/16” (4,76mm); 1/4” (6,35mm);  5/16” (7,94mm);  3/8” (9,52mm); 1/2" (12,7mm). Além disso, podem ainda ser classificados em 3 diferentes forças, de acordo com sua espessura: Leve, Médio e Pesado. Portanto, ter um dinamômetro ou tensiômetro e saber usá-lo adequadamente, é a melhor prática no uso dos elásticos nos pacientes. Dentre as vantagens cita-se o baixo custo; são acessórios removíveis, facilitando a alimentação e a higiene; fácil inserção e remoção pelos pacientes; esteticamente aceitável na maioria das aplicações; e grande versatilidade na biomecânica ortodôntica. As principais desvantagens incluem: necessidade de cooperação do paciente, assimetrias do plano oclusal, reações alérgicas e rotações dentárias. Diante disso o propósito deste trabalho consiste em descrever de forma ampla a utilização clínica dos elásticos intermaxilares e seus efeitos adversos. Objetivos: Descrever os tipos, aplicações clínicas, vantagens e desvantagens dos elásticos intermaxilares utilizados em Ortodontia. Metodologia: A metodologia adotada no presente estudo consistiu em uma pesquisa bibliográfica de artigos científicos indexados na base PUBMED®, realizada no mês de setembro de 2023, com a palavras-chave “Orthodontic, Intermaxillary Orthodontic Elastics”. Artigos publicados nos últimos 5 anos foram incluídos como potencialmente relevantes. Foram acessados 43 artigos que obtivemos o texto completo. Após a análise criteriosa de todos os artigos, foram selecionados 12 trabalhos para fazer parte desta revisão, abrangendo o tema elásticos intermaxilares em ortodontia e sua utilização. Resultados: Elásticos intermaxilares são recursos ortodônticos amplamente utilizados em diversas maloclusões. São fabricados em látex ou com material sintético e apresentam diversas espessuras e tamanhos. Dentre as suas principais vantagens são o baixo custo, a fácil inserção e a versatilidade de utilização. E como principais desvantagens podemos destacar a necessidade de cooperação dos pacientes, os efeitos colaterais como reações alérgicas e giroversões. Dentro do quesito força, é relatado que a mesma deve variar entre 200 e 250g. Para mensurar deve-se utilizar um tensiômetro, em que o elástico é engatado em uma das extremidades escolhidas como ponto de apoio, através do gancho do tensiômetro até o outro ponto de apoio escolhido para mensurar a força. Atualmente não há um consenso em relação ao tempo de troca dos elásticos intermaxilares. Alguns pesquisadores recomendam a troca diária, enquanto outros recomendam trocas a cada 4 ou 8 horas. Essa divergência de informações é devida à diminuição da força observada na dinâmica intra-oral, compreendendo um ambiente quente, úmido e que apresenta uma microbiota específica. Porém observou-se que houve uma diferença significativa para os elásticos utilizados após um período de 48h (menores médias de forças) em relação à utilização nas primeiras 24hs. Portanto, recomenda-se a troca dos elásticos intermaxilares a cada 24h. É importante ressaltar ainda que para se obter um tratamento ortodôntico eficaz é necessário a cooperação significativa por parte dos pacientes e a associação do tratamento com outras técnicas como a utilização de dispositivos de ancoragem temporária e o uso de fios de aço inoxidável retangulares, como o 0,019 × 0,025. Conclusões: Diante do exposto, os elásticos intermaxilares são amplamente utilizados em tratamentos ortodônticos por serem uma escolha mais conservadora, pela versatilidade na biomecânica, pelo baixo custo e por auxiliar de forma eficaz e simples a obtenção da correta oclusão.

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Publicado

2024-02-22

Como Citar

Lima Lopes, M. R., Cardoso Neves, E., Morena Carvalho de Almeida, L., Praes, R. C. V., Medeiros Claudino, V., Almeida Rodrigues, A., & Fonseca Silva, T. (2024). Elásticos Ortodônticos Intermaxilares – Revisão Integrativa de Literatura. REVISTA DO CROMG, 22(Supl.4). https://doi.org/10.61217/rcromg.v22.532