Treinamento cirúrgico em odontologia

remoção de enxerto palatino em modelo biológico

Autores

DOI:

https://doi.org/10.61217/rcromg.v25.780

Palavras-chave:

grafts, palate, learning curve, surgery, training

Resumo

Introdução e Justificativa: As cirurgias plásticas periodontais, corrigem defeitos funcionais e estéticos da gengiva e mucosa alveolar, sendo aplicada em tratamentos periodontais e periimplantares. Entre as técnicas desenvolvidas, o enxerto de tecido conjuntivo subepitelial é considerado o “padrão ouro”, tendo o palato como principal área doadora. Apesar disso, diferentes métodos de obtenção do enxerto apresentam limitações quanto à qualidade, complexidade e morbidade. A remoção do tecido exige atenção a fatores como correto manejo dos instrumentais, coleta ideal da espessura e tamanho do enxerto e boa habilidade cirúrgica, que podem ser desafiadores para iniciantes. Nesse contexto, a avaliação da curva de aprendizagem permite analisar o desempenho de profissionais em treinamento, comparar técnicas e estabelecer protocolos mais adequados. A relevância deste estudo reside na necessidade de melhorar o processo de ensino prático das cirurgias plásticas periodontais para futuros profissionais da odontologia, contribuindo assim para o seu ensino-aprendizagem durante a graduação (Prates, 2023; Zamora et al., 2022; Ramos, 2019; Rodrigues et al., 2018;  Aroni et al., 2016). Objetivo: Avaliar a curva de aprendizagem na remoção de enxertos palatinos em modelo biológico em cabeça de porco, comparando duas técnicas distintas, a Técnica de Incisão Linear ou Envelope de Hurzeler & Weng  (1999) e a Técnica Incisão em “L” de Tinti (2000), com foco no desenvolvimento de habilidades técnicas, segurança operatória e preparo dos acadêmicos para procedimentos clínicos complexos. Metodologia: O estudo envolveu quatro alunos de graduação em odontologia sem experiência prévia em enxertia ou cirurgia periodontal. Inicialmente, foi realizada uma avaliação diagnóstica para medir o conhecimento teórico, seguida de treinamento sobre as duas técnicas de remoção de enxertos palatinos. Após a capacitação, os participantes executaram as técnicas em modelo biológico (cabeça de porco), repetindo cada procedimento duas vezes. Até o presente momento, foram coletados dados referentes ao tempo de execução dos procedimentos, precisão técnica referente às dimensões ideais do enxerto e autopercepção de confiança antes e depois dos procedimentos. A partir desses dados parciais da pesquisa, foram analisados aspectos relevantes da curva de aprendizagem e da comparação entre as técnicas. Resultados: A análise das medidas de espessura, largura e comprimento dos enxertos e as autoavaliações dos participantes, foi possível observar uma curva de aprendizagem heterogênea. O participante 1 adquiriu uma evolução consistente, com maior homogeneidade da espessura dos enxertos. O participante 2 conquistou um desempenho estável, sem progressão significativa. Já o participante 3 demonstrou uma tendência a coletar enxertos maiores que o ideal, indicando baixa precisão, embora com alta autopercepção de confiança. E o participante 4 obteve grande variabilidade nas medidas e baixa autopercepção, refletindo menor domínio técnico. De forma geral, houve redução do tempo operatório com a repetição, sugerindo evolução na execução, embora nem sempre acompanhada por melhora proporcional na precisão. A Técnica de Incisão Linear ou Envelope mostrou-se mais rápida e padronizada, enquanto a Técnica Incisão em “L” exige maior habilidade, resultando em curva de aprendizagem mais acentuada. Conclusão: Os dados parciais da pesquisa sugerem que a aquisição de habilidades na remoção de enxertos palatinos é individual, sendo a precisão técnica mais relevante que o tempo operatório. A prática aumenta a segurança, mas não garante melhor desempenho. Também infere que a Técnica de Incisão Linear ou Envelope favorece o aprendizado inicial, enquanto a Técnica Incisão em “L” exige maior refinamento, destacando a importância de protocolos de ensino. Entretanto, para que a análise seja mais precisa e detalhada, é indispensável a coleta integral dos dados.

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Publicado

2026-04-17

Como Citar

Santos, J. A., Matos, N. C. de, Soares, C. L. F., & Gonçalves, P. F. (2026). Treinamento cirúrgico em odontologia: remoção de enxerto palatino em modelo biológico. REVISTA DO CROMG, 25(Supl.1). https://doi.org/10.61217/rcromg.v25.780