Desafios de estudantes neurodivergentes no ensino superior
DOI:
https://doi.org/10.61217/rcromg.v23.652Palavras-chave:
Transtorno do Espectro Autista (TEA), Dislexia, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)Resumo
Introdução: A crescente presença de acadêmicos neurodivergentes, com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Dislexia e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), nas universidades, levanta questões sobre suas necessidades específicas. O TEA, caracterizado por déficits na comunicação, interação social e comportamentos repetitivos, e o TDAH, manifestando-se em desatenção, hiperatividade e impulsividade, afetam significativamente a esfera acadêmica, profissional e social. A Dislexia, um transtorno neurobiológico complexo, dificulta a leitura e a escrita devido a problemas na decodificação fonológica. O diagnóstico dessas condições envolve avaliações clínicas multidisciplinares baseadas no DSM-5, considerando a individualidade dos pacientes. O ingresso desafiador dos estudantes neurodivergentes no ensino superior está quebrando paradigmas no modo como pensamos sobre o ensino e a aprendizagem. A inclusão desses estudantes no ensino superior é respaldada pela Lei 12.764/2012, a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.145/2015) e a Lei 13.977/2020, que garantem acessibilidade e apoio. No entanto, a falta de compreensão sobre essas neurodivergências afeta negativamente a experiência acadêmica, podendo levar a estresse, desregulação emocional, ansiedade, desorganização extrema e depressão, culminando na desistência dos estudos. Objetivos: Este estudo buscou compreender os desafios enfrentados pelos estudantes neurodivergentes, melhorando seu desenvolvimento no ambiente acadêmico e, assim, contribuindo para a sociedade. Metodologia: Os métodos adotados para esta revisão incluíram uma busca criteriosa em bases de dados científicas, como PubMed, Scielo e BBO, bem como fontes governamentais, focando em estudos recentes publicados nos últimos dez anos. O método inicial adotado foi uma triagem dos títulos e dos resumos, seguida de uma análise detalhada do texto completo. A extração de dados foi desenvolvida no protocolo padronizado para extrair informações dos estudos selecionados na população alvo com TEA, Dislexia e TDAH. Foram excluídos estudos que não abordam neurodivergentes do ensino superior com Transtorno do Espectro Autista, Dislexia e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, além de estudos de revisão de literatura. Resultados: As condições neurodivergentes distintas ou especificas podem ser diagnosticadas de forma associada, podendo até serem múltiplas, quando ocorrem mais de três transtornos no mesmo indivíduo, ou também diagnosticadas separadamente. O critério de diagnóstico varia de acordo com cada transtorno. No entanto, é importante ressaltar que esses diagnósticos são clínicos e envolvem várias etapas, tais como escalas de gravidade, que pode ser leve, moderada, grave ou profunda e avaliações complementares. A incidência de acadêmicos neurodivergentes que ingressam nas universidades com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Dislexia e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), vem aumentando sucessivamente a cada ano. Algumas leis foram criadas para promover a inclusão e o acesso dos estudantes com deficiências ou algum outro tipo de necessidade especial que precisem de adaptações em sala de aula, ou mesmo no ambiente em comum acadêmico, em instituições públicas e privadas. Além disso, os estudantes com dificuldade de aprendizado ou comunicação estão assegurados pela lei. A análise detalhada dos resultados destacou não apenas os desafios enfrentados pelos estudantes, mas também as estratégias promissoras implementadas por algumas instituições para melhorar a inclusão e o sucesso acadêmico desses indivíduos. Os achados desta revisão enfatizam a necessidade premente de políticas educacionais mais abrangentes e adaptativas que não apenas reconheçam, mas também apoiem de forma eficaz os estudantes neurodivergentes no ensino superior. Conclusão: A inclusão é um aspecto crucial na educação, especialmente quando se trata de estudantes neurodivergentes. É essencial entender suas experiências para criar um ambiente de ensino superior que seja verdadeiramente inclusivo. A contínua reflexão e o aprimoramento das práticas educacionais visam criar um ambiente inclusivo que promova não apenas a aprendizagem, mas também o bem-estar desses estudantes. Assim, este estudo contribuiu para o entendimento dos desafios enfrentados pelos acadêmicos neurodivergentes e propondo direções para futuras pesquisas e melhorias práticas para um ambiente educacional mais inclusivo.
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