Prevalência de Hipomineralização Molar-Incisivo por elemento dentário em crianças de Diamantina, Minas Gerais
DOI:
https://doi.org/10.61217/rcromg.v25.735Palavras-chave:
hipomineralização molar incisivo, crianças, odontopediatria, epidemiologiaResumo
Introdução/Justificativa: A Hipomineralização Molar-Incisivo (HMI) é caracterizado como uma alteração no desenvolvimento do esmalte dentário, decorrente de mineralização deficiente, gerando por consequência um esmalte poroso e com maior suscetibilidade a fraturas pós-eruptivas. Clinicamente nota-se a presença de opacidades assimétricas nos molares, com cores que vão do branco-creme ao marrom-amarelado, sendo que a coloração marrom-amarelada indica uma forma mais grave. Essa condição afeta principalmente os primeiros molares permanentes, podendo também envolver incisivos, sendo frequentemente associada a hipersensibilidade, maior risco de cárie e dificuldades restauradoras. Com isso o diagnóstico é feito a partir da idade do paciente, grau de gravidade e extensão da lesão para que assim estabeleça e proponha um tratamento ideal para aquele paciente em questão, em vista disso as pesquisas sobre HMI indicam a necessidade de critérios padronizados para o diagnóstico e o registro preciso dessa condição. Diante do exposto a alta prevalência global que vem ocorrendo do HMI tem despertado interesse dos odontopediatras, além dos impactos causados por essa condição. Assim, torna-se fundamental a realização de estudos epidemiológicos que avaliem a distribuição e a gravidade dessa condição, contribuindo para o aprimoramento do diagnóstico precoce e para o desenvolvimento de estratégias preventivas e terapêuticas. Objetivos: O presente estudo teve como intuito avaliar a prevalência e a gravidade da Hipomineralização Molar-Incisivo, e a distribuição dos dentes acometidos em crianças escolares de Diamantina, Minas Gerais, visando fornecer dados epidemiológicos que auxiliem nas intervenções preventivas e terapêuticas. Metodologia: O presente estudo é observacional transversal o qual avaliou a presença e gravidade de HMI em escolares de 8 a 12 anos em Diamantina, Minas Gerais. A amostra foi calculada considerando uma prevalência de 50%, acrescida de 20% para possíveis perdas, totalizando 796 participantes, sendo aplicado um questionário socioeconômico, e o exame clínico com diagnóstico segundo os critérios de Ghanim, através de dois examinadores calibrados (kappa>0,80).O diagnóstico foi estabelecido com base em critérios clínicos reconhecidos na literatura, considerando presença de opacidades demarcadas, fraturas pós-eruptivas e restaurações atípicas. Após tabulação dos dados, procederam-se às análises descritivas e teste de Mann-Whitney (p<0,05). Resultados: Foram analisados 99 dentes acometidos por HMI, incluindo incisivos e primeiros molares permanentes. Observou-se uma predominância significativa da forma leve da condição, presente em (64,6%) dos casos, seguida pelas formas moderada (21,2%) e grave (14,1%). No que se refere aos incisivos (35,4%) não foram afetados, (54,5%) apresentaram HMI leve e (10,1%) moderada. Já nos primeiros molares permanentes a forma leve apresentou-se em (67,7%), moderados (17,2%) e grave (15,2%). Analisando por elemento dentário houve um maior acometimento da forma grave nos molares superiores e inferiores, com destaque para o dente 46. Em contrapartida os incisivos se apresentaram de forma leve. Conclusão: Percebe-se portanto que em incisivos a Hipomineralização Molar Incisivo (HMI) apresentou em sua maioria grau leve, enquanto os molares foram mais acometidos na sua forma grave e moderada. Sendo assim, a detecção precoce dos casos moderados e graves é fundamental para prevenir complicações funcionais e promover melhor qualidade de vida nas crianças afetadas. Ainda que tenha limitações metodológicas, este estudo contribui consideravelmente para o entendimento da distribuição e gravidade da HMI, destacando a necessidade de pesquisas longitudinais com maior representatividade populacional para assim conduzir condutas mais eficientes.
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