Oral health conditions in schoolchildren aged 8 to 11 in Diamantina/MG
DOI:
https://doi.org/10.61217/rcromg.v22.539Keywords:
oral health, quality of life, schoolchildrenAbstract
Introdução/Justificativa: As condições de saúde bucal em escolares podem acarretar consequências na saúde sistêmica do indivíduo e gerar impacto na qualidade de vida dos afetados. Além disso, uma má condição de saúde bucal pode ocasionar doenças bucais afetando fala, alimentação, comunicação, interação e autoestima. Lesões de cárie e maloclusão estão entre os principais problemas de condição de saúde bucal em escolares, impactando em questões nutricionais, comportamentaiss e sociais. Avaliar as condições de saúde bucal em escolares é fundamental para planejamento e implementação de políticas públicas e medidas preventivas, contribuindo para melhora qualidade de vida das crianças e de famílias afetadas. Objetivo: Avaliar as condições de saúde bucal de escolares de 08 a 11 anos na cidade de Diamantina, Minas Gerais. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal desenvolvido a partir de uma amostra de conveniência, composta por escolares devidamente matriculados em escolas públicas na zona urbana da Cidade de Diamantina/MG, com idade entre 8 e 11 anos. As escolas e as turmas foram escolhidas aleatoriamente observando os critérios de inclusão (crianças de 8 a 11 anos de idade completos até a data do exame) compondo assim 127 participantes. Foram coletados dados não clínicos e dados clínicos. Para a análise dos dados foi utilizado o programa SPSS versão 20.0 e foi realizado análise descritiva dos dados. Resultados: A amostra de conveniência foi constituída por 127 crianças, sendo a maioria do sexo feminino (55,9%; n=71), com idade média de 9,36, todos matriculados em escola pública, com renda familiar acima de 2 salários mínimos (63%; n=80), com moradia própria (55,1%; n=70), filhos de mães com idade acima de 35 anos (52%; n=66). O ceo-d foi 52,8% (n =67) e o CPO-D foi de 63,8% (n=81). Na dentição decídua, 43,8% (n=46) dos escolares estavam com dentes acometidos por cárie, e 26% (n=11) foi indicada extração pela mesma causa. Já na dentição permanente, 18,1% (n=23) das crianças apresentaram cavitações, e 0,8%(n=1) tiveram que extrair o dente por causa de cárie. Em relação a má oclusão, a maioria da amostra apresentou algum tipo de alteração (65,3% n=83) e as alterações mais prevalentes foram apinhamento dentário (41,7% n=53), mordida cruzada posterior bilateral (12,6% n= 16) e unilateral (11,8% n= 15), mordida cruzada anterior (9,4% n= 12) e overjet acentuado (3,1%, n=4). A presença de sangramento gengival foi identificada em 101 crianças (79,5%). Dos 127 escolares, a maioria (78%, n= 99) visitam frequentemente o cirurgião dentista e escovam os dentes 3 vezes ao dia (55,1%, n=70). A prevalência de dor de dente alguma vez na vida foi de 72,4% (n=92) e no último mês (18,1% n=23). Em relação à dor de dente, 37,8% (n = 48) da população estudada deixou de dormir por causa dos dentes. Conclusão: Diante dos resultados do atual estudo, é possível avaliar as condições de saúde bucal dos escolares de 08 a 11 anos na cidade de Diamantina/MG. Os achados reforçam a necessidade de políticas públicas e adoção de medidas preventivas contribuindo para uma melhor qualidade de vida das crianças e de suas famílias.
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