Sensibilização da equipe de Saúde da Família para a detecção precoce do cancer bucal
DOI:
https://doi.org/10.61217/rcromg.v22.386Palabras clave:
autoexame, câncer bucal, capacitação, diagnóstico precoce, saúde bucalResumen
Introdução/Justificativa: Um dos fatores que tem maior influência no bom prognóstico do câncer bucal é o diagnóstico precoce. Sabe-se que os idosos são o grupo de maior prevalência da doença. A Prefeitura Municipal de Belo Horizonte encomendou um estudo que foi realizado pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Universidade Federal de Minas Gerais, intitulado Diagnóstico sobre o Envelhecimento da População de Belo Horizonte, em 2020. Nesse estudo, a região Noroeste de Belo Horizonte foi apontada como a segunda regional com maior número de idosos. Considerando que o diagnóstico e início de tratamento tardios são frequentes, estratégias são necessárias para melhorar a situação. Uma forma para promoção e prevenção do câncer bucal é a sensibilização e conscientização dos profissionais que trabalham na Atenção Primária à Saúde (APS) como Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e usuários que frequentam os grupos operativos, especialmente nessa faixa etária de risco. Nessa perspectiva, o cirurgião-dentista é peça chave para essa sensibilização e capacitação da equipe de equipe de Saúde da Família (eSF), que atua conjuntamente a equipe de Saúde Bucal (eSB) e com os ACS, profissionais de referência que ligam a população aos serviços da APS. E para sensibilização dos usuários, por meio dos grupos operativos regulares, que serão os beneficiários e multiplicadores da informação para outros pessoas. Objetivos: Por isso, esse relato de experiência propõe descrever atividades desenvolvidas para sensibilizar a eSF, em especial os ACS e os usuários de grupos operativos, para que possam atuar como multiplicadores de conhecimento sobre o câncer bucal. Assim como, identificar sinais, casos suspeitos e indicar a procura de tratamento para detecção precoce do câncer bucal e consequentemente aumento da chance de cura. Atividades desenvolvidas: Inicialmente foi acordado com a gerência do Centro de Saúde Padre Eustáquio, que fica na Regional Noroeste de Belo Horizonte, a participação em reunião para atualizar a eSF e os ACS. Foi realizada exposição dialogada com a projeção de tópicos resumidos sobre a importância da detecção precoce do câncer bucal. Procurou-se sensibilizar sobre a existência de grupos mais vulneráveis: sendo os homens mais que mulheres, tabagistas, elitistas e obesos. Foram abordados os fatores etiológicos, os tipos e formas de manifestação do câncer bucal, as formas de prevenção, a realização do autoexame, as referências existentes na rede da APS de Belo Horizonte e quando é importante procurar uma consulta para o diagnóstico e tratamento. Sinais e sintomas observáveis como dor, irritação, nodulação, manchas (eritroplásica ou leucoplásica), odinofagia, disfagia, disartria, disfonia, fixação da língua, trismo, otalgia reflexa, dispneia, adenomegalia, feridas que não cicatrizam e sangramento foram sinalizados com necessidade de investigação por um cirurgião dentista. Ao final foram exibidas diversas imagens de mucosas normais e alteradas para comparação e entendimento de uma possível anormalidade, reforçando que suspeitas e dúvidas sempre devem ser encaminhadas a eSB. Dessa forma, os casos suspeitos poderão ser diagnosticados mais rapidamente favorecendo o melhor prognóstico do paciente. Em relação ao grupo operativo foi escolhido o denominado Vida Longa, grupo específico para a terceira idade, faixa etária que tem a maior incidência da doença. Uma conversa sobre lesões de boca foi realizada com a finalidade de que os próprios usuários possam perceber alguma alteração ou sinal na cavidade bucal e procurar atendimento odontológico e possam atuar como multiplicadores de conhecimento. Resultados: Com as ações realizadas, observou-se atualização do conhecimento da eSF, sensibilização dos ACS, e informação aos usuários, com a resolução de dúvidas e discussão sobre o assunto. A equipe tornou-se mais integrada a Odontologia, com um novo olhar sobre a doença e sobre os fluxos existentes para diagnostico e tratamento. Os ACS ficaram mais conscientes aos sinais, sintomas e vulnerabilidades da doença com orientações mais assertivas à população durante as visitas domiciliares e indicações de visitas ao consultório odontológico. Os participantes do grupo Vida Longa que estiveram presentes na conversa mostraram-se interessados e apresentaram dúvidas que foram discutidas e explicadas. Eles adquiriram conhecimentos, podendo ficar atentos ao próprio corpo e capazes repassar informações a familiares e amigos. Conclusões/Considerações finais: Essas ações buscam atualizar e multiplicar o conhecimento sobre o câncer bucal para o máximo número de pessoas possível para que a detecção precoce do câncer bucal ocorra em um maior número possível de pessoas. Com a maior exposição sobre o tema espera-se que o diagnóstico precoce seja realizado da maneira mais rápida e o tratamento iniciado da forma mais eficiente possível.
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