Avaliação da correlação entre o bruxismo do sono diagnosticado por polissonografia e a obesidade em adultos
DOI:
https://doi.org/10.61217/rcromg.v22.466Palabras clave:
obesidade, bruxismo, bruxismo do sonoResumen
Introdução: O bruxismo do sono (BS) é um fenômeno cada vez mais comum, e pode ser causado por diferentes razões. Sendo assim, questões emocionais, de qualidade de vida, rotina, etc., têm sido debatidos como fatores importantes para o aparecimento deste tipo de desordem. E sendo a obesidade também considerada uma doença de origem multifatorial, pode-se perceber sua associação a padrões comportamentais no estilo de vida, alimentação, ansiedade, estresse, quantidade e qualidade de horas dormidas e também distúrbios do sono. Logo, o aumento significativo de peso corporal em indivíduos pode estar relacionado ao BS, se fazendo importante este estudo quando se pensa em saúde e qualidade de vida destes pacientes. Justificativa: A polissonografia de noite inteira constitui-se como método diagnóstico dos distúrbios respiratórios e do sono e deve ser exame de escolha para sua constatação definitiva; com base nessa premissa, o diagnóstico pelo padrão ouro em BS e a análise de IMC (índice de massa corporal) dos pacientes pode oferecer um panorama autêntico da relação entre bruxismo do sono e obesidade em adultos. Objetivo: O objetivo desta pesquisa foi correlacionar a presença da obesidade em adultos ao diagnóstico de bruxismo do sono obtido através da polissonografia de noite inteira. Metodologia: Este estudo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa envolvendo seres humanos da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (CAAE 26120019.6.0000.5137) e pelo Instituto das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada - Hospital Madre Teresa (CAAE 26120019.6.3001.5127), onde a coleta de dados foi feita. Os pacientes agendados para polissonografia que aceitaram participar do estudo foram escolhidos com base nos seguintes critérios: o paciente deveria ter idade mínima de 18 anos, ser alfabetizado, ter capacidade cognitiva suficiente para preencher o questionário e ter assinado o termo de consentimento livre e esclarecido para validar sua participação. Foram excluídos pacientes com deficiências cognitivas, neurológicas e respiratórias graves, analfabetos e pacientes internados. Os partícipes responderam a um questionário de caracterização onde as informações obtidas permitiram a definição daquele paciente quanto ao seu estado de saúde e se ele se enquadrava em obeso ou não, com base na escala da OMS (2003) 5. Foi realizada análise da amostra que envolveu o uso de estatísticas descritivas (percentuais, médias e desvio-padrão), teste de hipótese exato de Fisher e a correlação V de Cramer, onde se avaliou a existência de correlação entre a presença da obesidade nesses pacientes e o diagnóstico de bruxismo, e também sua razão de prevalência. Resultados: Dos 303 pacientes participantes da pesquisa, um total de 114 apresentaram quadro de obesidade, onde 40 deles (35,1%) foram diagnosticados com bruxismo do sono e 74 (64,9%) não. Os demais (189), que não apresentaram obesidade, 72 (38,1%) são bruxômanos e 117 (61,9%) não apresentaram alteração na PSG. O teste exato de Fisher mostrou não existir associação entre a presença de bruxismo e a obesidade, nem correlação entre essas variáveis (p = 0,62; V de Cramer = 0,03; RP = 0,92). Conclusão: Por fim, pode-se observar que não houve de fato uma associação entre o bruxismo do sono e a obesidade, sendo sua razão de prevalência estatisticamente insignificante.
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