Escleroterapia de hemangioma oral con oleato de etanolamina al 5%:

reporte de caso clínico

Autores/as

  • Herberth Campos Silva Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri https://orcid.org/0000-0003-3731-1884
  • Gabriela Fonseca Rocha Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri https://orcid.org/0000-0002-5361-7982
  • Ana Claudia Oliveira Telles Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri
  • Karina Kendelhy Santos Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri https://orcid.org/0000-0003-3393-7388
  • Ângelo Fonseca Silva Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri
  • Aline Aparecida dos Santos Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri
  • Esmeralda Maria da Silveira Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri
  • Ana Terezinha Marques Mesquita

DOI:

https://doi.org/10.61217/rcromg.v22.510

Palabras clave:

Lesiones del sistema vascular, Escleroterapia, etanolamina

Resumen

Introdução: Hemangioma, malformações vasculares e varizes orais são lesões vasculares benignas orais, comuns na região de cabeça e pescoço. Com base na história natural, renovação celular e histologia, as lesões vasculares são classificadas em tumores vasculares proliferativos e malformações vasculares não proliferativas. O hemangioma é um tumor benigno, de origem mesenquimatosa, constituído de células endoteliais vasculares e se divide em capilar e cavernoso, de acordo o tamanho microscópico dos vasos. Já as malformações vasculares podem ocorrer em artérias, veias e/ou capilares; são anomalias estruturais do desenvolvimento embrionário. Clinicamente, é similar ao hemangioma; entretanto, está sempre presente no nascimento e cresce com o desenvolvimento  físico do paciente. Não é observada regressão espontânea da lesão, permanecendo estável durante a vida; pode ser intraósseo e neste caso aparece como uma imagem radiolúcida de limites bem definidos. As varizes orais são lesões vasculares benignas consideradas variações de normalidade adquirida caracterizada por uma veia extensa e anormal, mais frequentes em adultos acima de 60 anos; as varizes sublinguais são o tipo mais comum e manifestam-se como nódulos únicos ou múltiplos roxo-azulados na borda ventrolateral da língua. A diascopia ou vitropressão constitui um importante procedimento auxiliar no estabelecimento do diagnóstico diferencial. A compressão feita pela lâmina de vidro faz com que a lesão adquira coloração pálida momentaneamente, diminuindo de tamanho devido ao esvaziamento vascular com posteriormente volta ao seu volume inicial após a remoção da lâmina, podendo-se assim, estabelecer o diagnóstico clínico sugestivo, eliminando hipóteses de lesões pigmentadas. Os tratamentos disponiveis para as lesões vasculares benignas orais são: escleroterapia, terapia cirúrgica, terapia cirúrgica combinada com escleroterapia, corticosteróides sistêmicos, interferon α, crioterapia, radioterapia, embolização e terapia a laser. A escleroterapia é uma técnica conservadora e efetiva para o tratamento das lesões vasculares benignas; não apresenta risco de hemorragia, é um método não invasivo e de baixo custo. A literatura apresenta diversos estudos com agentes esclerosantes tais como: oleato de etanolamina a 5%, etanol absoluto, sulfato de sódio tetradecyle e polidocanol. Entre esses agentes esclerosantes, o oleato de etanolamina (OE) se destaca por ser um dos mais seguros, facilmente encontrado nas farmácias, de baixo custo, com aplicação possível em ambiente ambulatorial, sendo considerado um eficiente tratamento para lesões vasculares benignas localizadas em várias regiões do corpo, inclusive na cavidade oral. O objetivo deste trabalho é descrever um caso clínico de escleroterapia com o oleato de etanolamina a 5%. Descrição do caso: O paciente do sexo masculino, 66 anos de idade, compareceu à Clínica de Estomatologia da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri com a queixa de lesão na língua, com duração de aproximadamente 06 meses. A lesão era de coloração arroxeada, indolor, com dimensões de 1,5 x 2,0 cm, com contornos regulares, não infiltrativa e inserção séssil. Foi realizada a manobra de vitropressão e observado que a lesão tornava-se mais pálida e com menores dimensões durante o procedimento. O diagnóstico sugerido foi de lesão vascular benigna oral e, após o término da anamnese e preenchimento do prontuário, o tratamento proposto foi escleroterapia com Oleato de Etanolamina a 5%. O paciente foi esclarecido e todas as dúvidas esclarecidas. Após o paciente aceitar o tratamento proposto, foi assinado o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) presente nos prontuários da Clínica de Estomatologia autorizando que seu tratamento pudesse ser utilizado em pesquisas, trabalhos cientificos, seminários, publicações em revistas cientificas sem que os dados/informações pessoais obtidos permitam sua identificação. Foi realizada a aplicação do medicamento oleato de etanolamina (OE) na concentração de 5% (Ethamolin®, Zest Pharma Ltda., Rio de Janeiro, RJ) com o auxílio de uma seringa de insulina de 1 ml. Na primeira consulta, aplicamos 0,1 ml do agente esclerosante em 3 locais da lesão, totalizando 0,3 ml. Após 15 dias, realizamos uma nova avaliação e observamos diminuição da lesão com leve fibrosamento. Em seguida, foi realizada uma nova aplicação do medicamento com a quantidade foi de 0,2 ml em 02 pontos da lesão e o retorno do paciente agendado com um intervalo de 15 dias. Na terceira consulta, observamos a regressão completa da lesão e uma pequena fibrose no local. O paciente relatou estar muito satisfeito com o resultado do tratamento. Considerações finais: Conclui-se que o tratamento das lesões vasculares benignas orais através da  escleroterapia com oleato de monoetanolamina 5% é eficaz, de baixo custo, seguro e de fácil aplicação, capaz de proporcionar excelentes resultados estéticos com um pequeno número consultas, sendo bem aceita pelos pacientes.

Publicado

2024-02-22

Cómo citar

Campos Silva, H., Fonseca Rocha, G., Oliveira Telles, A. C., Kendelhy Santos, K., Fonseca Silva, Ângelo, Aparecida dos Santos, A., Maria da Silveira, E., & Marques Mesquita , A. T. (2024). Escleroterapia de hemangioma oral con oleato de etanolamina al 5%: : reporte de caso clínico. REVISTA DO CROMG, 22(Supl.4). https://doi.org/10.61217/rcromg.v22.510