Importancia del diagnóstico diferencial de los trastornos temporomandibulares: Informe de caso y revisión de la literatura

relato de caso e revisão da literatura

Autores/as

  • Bruna Letícia Santos Dias Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Departamento de Odontologia https://orcid.org/0009-0001-1090-4041
  • Brender Leonan-Silva Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Programa de Pós-graduação em Odontologia https://orcid.org/0000-0001-5059-612X
  • João Pedro Lemos Silva da Costa Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Departamento de Odontologia
  • Matheus Raniery Nunes do Carmo Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Departamento de Odontologia https://orcid.org/0009-0007-3969-2453
  • Rafael Alvim Magesty Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Programa de Pós-graduação em Odontologia https://orcid.org/0000-0002-9674-1377
  • Olga Dumont Flecha Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Programa de Pós-graduação em Odontologia https://orcid.org/0000-0002-6999-5398

DOI:

https://doi.org/10.61217/rcromg.v25.726

Palabras clave:

articulação temporomandibular, luxações articulares, tratamento conservado, disco da articulação temporomandibular

Resumen

Introdução: A luxação mandibular é uma desordem musculoesquelética caracterizada por dor intensa e limitação dos movimentos mandibulares, podendo estar associada a traumas, hábitos parafuncionais, fatores psicológicos e predisposições anatômicas. Entre seus principais sinais e sintomas destacam-se dor à palpação, ruídos articulares, cefaleia, otalgia, dor facial, fadiga muscular, espasmos e desvios mandibulares (Hillam; Isom, 2023). Essa condição pode ser unilateral ou bilateral, além de apresentar caráter habitual ou recorrente, ocorrendo quando o côndilo mandibular ultrapassa a eminência articular do osso temporal. Apesar da sintomatologia evidente, pode ser subdiagnosticada ou confundida com outras condições clínicas, como a paralisia de Bell (Holland; Bernstein, 2014). Diante disso, exames complementares desempenham papel fundamental no diagnóstico, sendo a tomografia computadorizada indicada para avaliação das estruturas ósseas e a ressonância magnética para análise dos tecidos moles da articulação temporomandibular (Reid; Greene, 2013). Nesse contexto, o presente trabalho tem como objetivo evidenciar a importância da anamnese detalhada associada à correta indicação de exames complementares no diagnóstico diferencial entre luxação mandibular e paralisia de Bell, além de descrever o manejo clínico adotado. Descrição do Caso: O caso foi conduzido na Clínica de Disfunções Temporomandibulares (DTM) do Departamento de Odontologia, da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), por discentes do curso de Odontologia sob a supervisão de dois docentes de Periodontia, sendo um deles especialista em DTM e também docente na área. A paciente em questão, do sexo feminino, 66 anos, foi encaminhada para a Clínica de Estomatologia por um médico neurologista, com suspeita de recidiva do quadro de Paralisia de Bell identificado no ano de 2023. Era usuária de prótese total superior e possuía ausência dos dentes posteriores inferiores de ambos os lados. Além disso, ela havia recebido tratamento reabilitador de Prótese Parcial Removível (PPR) inferior, mas devido à condição postural da mandíbula não conseguia fazer seu uso. A paciente já havia sido submetida a sessões de fisioterapia e exames prévios, os quais indicaram ausência de alterações sistêmicas. Na avaliação clínica, realizada em conjunto com a estomatologia, não foram identificados sinais compatíveis com paralisia de Bell, como a incapacidade de fechamento palpebral no lado acometido. Assim, a paciente foi direcionada para a Clínica de DTM, onde levantou-se a suspeita de luxação da mandíbula do lado esquerdo. Portanto, foi solicitada tomografia computadoriza, a partir da qual confirmou-se o diagnóstico. O tratamento consistiu na realização da manobra de redução mandibular pelo método bimanual, visando o reposicionamento do côndilo na fossa articular (Liddell; Perez, 2015). Adicionalmente, foi instituída terapia de aconselhamento para reeducação da postura mandibular durante os movimentos funcionais. Foram orientadas medidas comportamentais, incluindo relaxamento da musculatura mandibular e controle da abertura bucal.  Também foi realizada a confecção do dispositivo oclusal do tipo Front Plateau (Leonan-Silva et al., 2026), com a finalidade de estabilizar a dinâmica mandibular, associada ao acompanhamento clínico da paciente. Ressalta-se que a paciente reside em área rural, fator que pode contribuir para atraso no diagnóstico e tratamento. Resultados: A abordagem terapêutica adotada promoveu reposicionamento adequado do côndilo mandibular na fossa articular, além de melhora significativa da função mandibular. A associação entre a manobra de redução, a terapia de aconselhamento e o uso do dispositivo Front Plateau contribuíram para uma maior estabilidade mandibular e redução dos sintomas relatados pela paciente. A anamnese detalhada mostrou-se determinante para o diagnóstico diferencial, permitindo excluir a hipótese inicial de paralisia de Bell. Paralelamente, os exames de imagem foram fundamentais para confirmação diagnóstica e direcionamento da conduta clínica. Conclusão: A anamnese detalhada associada à utilização de exames complementares foi essencial para o diagnóstico correto, permitindo a diferenciação entre luxação mandibular e paralisia de Bell. O tratamento conservador, baseado na manobra de redução, terapia de aconselhamento e uso do dispositivo Front Plateau, demonstraram eficácia na recuperação da função mandibular e na estabilização do quadro clínico. Dessa forma, ressalta-se a importância de uma avaliação clínica criteriosa e do uso adequado de exames de imagem no diagnóstico e manejo das disfunções temporomandibulares, contribuindo para melhores desfechos clínicos e qualidade de vida do paciente.

Publicado

2026-04-17

Cómo citar

Dias, B. L. S., Leonan-Silva, B., Costa, J. P. L. S. da, Carmo, M. R. N. do, Magesty, R. A., & Flecha, O. D. (2026). Importancia del diagnóstico diferencial de los trastornos temporomandibulares: Informe de caso y revisión de la literatura: relato de caso e revisão da literatura. REVISTA DO CROMG, 25(Supl.1). https://doi.org/10.61217/rcromg.v25.726